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sexta-feira, 8 de março de 2013

Ver-se

Ás vezes me pego pensando. Mas pensando mesmo. Aquela coisa fitar algum ponto em meio ao nada e virar meus olhos para dentro da minha cabeça. E o que eu vejo não é escuro. É mais ou menos como um reflexo de tudo que se encontra do lado de fora, só que diferente. Tem gente que do lado de fora pode parecer insignificante, mas que dentro da minha cabeça, quando meus olhos dão meia-volta, são grandes, moram em um altar e dificilmente consigo entender o que elas dizem, mesmo quando minha cabeça balança repetidamente para cima a para baixo e minha boca sussura um sim rouco, quase sussurrado. E colocar meus olhos de volta em sua órbita usual dói. Não é um movimento natural. É coisa pra se fazer quase nunca. Mas eu desobedeço, faço toda hora, em qualquer lugar. Dou passos para trás em busca da parede mais próxima e, quando minhas escápulas tocam a parede tão fria quanto minhas mãos, é que reclino minha cabeça para trás até bater, também. Fecho os olhos e eles giram cento e oitenta graus sobre seu próprio eixo. Abro-os novamente. E vejo o reflexo, vejo como são armazenadas as coisas dentro de mim. Vejo como ficou marcado o teu rosto. Aquela primeira vez que te vi. Ouço um trecho da primeira conversa e os risos. Os sorrisos. É por isso que eu tropeço em tudo que me é colocado na frente como obstáculo. É por isso que muitas vezes eu caio. E me machuco.
Não porque sou cego (sou apenas míope - e bem pouco). Eu caio porque não estou olhando para frente. Estou perdido em uma caixa redonda cheia de espelhos e monitores. Perdido em memórias e em pensamentos. Todos esses com inúmeras interpretações e caminhos possíveis, a serem seguidos ou não. Estou sempre perdido. 
Separando, organizando, hierarquizando. Pra depois juntar tudo entre minhas mãos e jogar pra cima, como se estivesse sorteando envelopes em uma promoção televisionada. Não vejo teu rosto, nem tua maquiagem, nem teus cílios enormes. Você acha que fico me perdendo em detalhes. Mas olho pra dentro de mim. E é daqui que vejo o que tem dentro de ti.perfume polo

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Verdadeiro Requiem

Num céu azul de inverno, a brisa fria...
Minutos e segundos marcam o fim da jornada.
Tudo foi deixado para trás, desde os sonhos,
Não que já não os  pudesse sonhar,
Mas fora-lhe impedidos de sonhar.
Deus infinito da lua em um céu estrelar,
O amor ainda esta presente nas assas de um sonho,
Mas o fim já chegou, e este amor terá q ser negado.
Qual foi a promessa que fizemos?
Promessas tolas passadas, não existem não as faça no futuro.
Marcas, sinais, lembranças, passado.
Poesias completadas em uma época de decadência.
Meu coração chora pelo fim triste da esperança.,
Não ha hesitação, não ha nada nos olhos frios e inexpressivos.
Nada que indique um caminho de volta, ele os fechou.
Terá em mãos a incerteza do futuro distante.
Começar uma nova jornada, sem nada mais do q eu um coração,
Despedaçado e rejuntado por um cristal de gelo frio,
Que não brilha, que não reflete, apenas uma pedra comum.
Sussurros através dos gritos de angustia, eles dizem..
Nada mais que sussurros, eles imploram pelo fim do sentimento.
O poeta morreu de sua própria desgraça perante as leis da terra, 
Não ha lugar no paraíso para essa alma.
Sob essa lua pálida, relembro de seus olhos brilhantes,
Aquela expressão e aquele sorriso.. Voltara a vê-los só pra você?
Sinos tocam juntos, o barulho invade os pensamentos,
Ela ora pelo fim da esperança de um dia perfeito.
Um altar ao lado de uma sepultura. 
Uma musica feita de silencio, em meio a tempestade. Salvem..
Você se arrependeu, foi como se seu arrependimento atingisse.
Todo o tempo que se passou nada daquilo valeu alguma coisa?
Você havia magoado um filhote de anjo.. 
Não, você o ensinou a voar, mas ele já não é mais um anjo.
Não mudamos o rumo juntos.. E essa coisa terrível foi o que me tornei,
Quando você se tornou tão gélido que meu coração não o viu?
Essa lamina de dois gumes, me atingiu duplamente.
E agora posso lhe machucar com apenas algumas palavras..
Posso causar repulsa, com apena alguns segundos.
Nada mais que apenas um brinquedo, algo que já não serve mais.
Algo que decaiu em um poço de puro enjoo e voltou
Contaminando o amor a sua volta, uma sombra.
Tao negra quando a verdadeira luz da escuridão,
Não tentara se redimir perante seus pecados.
Agora eu escuto o verdadeiro requiem.
O Requiem ao sorriso de um anjo.

Por: Debora Dominciano, em Meu Mundinho Tedioso
Correções de Eduardo de Oliveira

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Segredos Desvendados

Depois que meu segredo foi desvendado esta será minha ultima noite, Adeus. Uma revolução começou em mim, tanto que a defesa definitiva que eu tinha era fingir: Andar por aí como um homem comum. Agora a única opção é esquecer e mudar.
Já teve aquela sensação que nunca estivemos vivos? Como se faltasse algo a mais no seu coração, ou como se faltasse um coração dentro de você e para se encontrar basta apenas olhar para os destroços de seu passado?
Dá desgosto viver uma mentira, mas era a solução quando seus segredos são desfeitos pelas pessoas que você um dia confiou. E não dá mais para voltar atrás, apenas sentir as consequencias dos segredos desvendados.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O único se divide

Me diga seus segredos de outras eras, de outros lugares. Por que esta loucura não para de me perseguir? É como uma musica bonita, porém com uma letra errada. O simbolo antigo está desenhado onde o único se divide, um mistério que não é importante para ninguem, eles não acreditam mesmo. Estaria nos meus olhos de cabeça para baixo, não importa, eu não quero mais me interessar, pois eu não sou mais o único aqui, não sabia que não estava sozinho.
 
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